Riste. Não, talvez não. Quase riste. Sorriste. Sorriste com os olhos. Verdes. Profundos. Podia até afogar-me neles. Mas não. Absorveste-me no teu sorriso. Tomaste-me. Cuidaste-me. Fizeste-me sorrir.
Sorri-te sim, quase ri, mas não. Sorri como só tu me fazes sorrir. Sorri mais ainda quando te vi sorrir, quando te percebi sorrir, não por fora onde todos os sorrisos se banalizam, mas no olhar.
Por momentos achei-te vidrado em mim, só depois percebi que era eu quem te fixava, que era eu quem te vibrava naquele silêncio e quem te contemplava naquela cumplicidade só nossa.
Embebido em ti, desmoronaram-se as muralhas que me protegiam do mundo. Sorri-te. Tu sorrias-me. Quase podia jurar que era amor. Talvez não. Afastei rapidamente esse pensamento com medo que fosse verdade. Quis beijar-te. Assim, ao longe. Quis que a minha mão se soltasse das suas algemas imaginárias, que atravessasse a mesa que nos separa e segurasse a tua. Mas não. Não disse nada com medo que alguma das palavras fosse a correcta
Apetecia-me dizer-te algo, alguma coisa, qualquer coisa, tanta coisa para dizer… mas tive medo, nada poderia perturbar aquele momento. A eternidade daquele olhar, da cumplicidade, ou até mesmo a intimidade implícita naqueles sorrisos. Mas não, afinal, qualquer palavra seria pequena demais para afastar a pureza daquele momento. Não disse nada.
E então voltei a sorrir-te, sorri sem medos, sem pensar, sem barreiras e sem qualquer defesa. Sorri-te porque me fazes sorrir. Afinal, é isso o amor.
Não, não podia haver medos. Na humana perfeição daquele momento não podia haver lugar para medos. Talvez puxada pelo teu olhar, pelo teu sorriso, pelo meu sorriso consequente do teu, deslizei a mão trémula sobre a mesa. Tropeçou num copo que quase entornou, num cinzeiro quase cheio. Parou a meio da mesa. Aguardando a tua mão que tardou. Mas chegou. Então a cumplicidade, a intimidade foram uma certeza. Sim, afinal é isto o amor.
Voltei a sorrir, voltaste a sorrir. Olhei-te nos olhos. De mel. E assim ficámos sem serem necessárias as palavras que confirmassem os sentimentos. Porque sim, o amor existe.
Porque o amor somos nós.
Escrito a meias com o Pedro, entre cigarros, bolas de gelado, e café...
Sorri-te sim, quase ri, mas não. Sorri como só tu me fazes sorrir. Sorri mais ainda quando te vi sorrir, quando te percebi sorrir, não por fora onde todos os sorrisos se banalizam, mas no olhar.
Por momentos achei-te vidrado em mim, só depois percebi que era eu quem te fixava, que era eu quem te vibrava naquele silêncio e quem te contemplava naquela cumplicidade só nossa.
Embebido em ti, desmoronaram-se as muralhas que me protegiam do mundo. Sorri-te. Tu sorrias-me. Quase podia jurar que era amor. Talvez não. Afastei rapidamente esse pensamento com medo que fosse verdade. Quis beijar-te. Assim, ao longe. Quis que a minha mão se soltasse das suas algemas imaginárias, que atravessasse a mesa que nos separa e segurasse a tua. Mas não. Não disse nada com medo que alguma das palavras fosse a correcta
Apetecia-me dizer-te algo, alguma coisa, qualquer coisa, tanta coisa para dizer… mas tive medo, nada poderia perturbar aquele momento. A eternidade daquele olhar, da cumplicidade, ou até mesmo a intimidade implícita naqueles sorrisos. Mas não, afinal, qualquer palavra seria pequena demais para afastar a pureza daquele momento. Não disse nada.
E então voltei a sorrir-te, sorri sem medos, sem pensar, sem barreiras e sem qualquer defesa. Sorri-te porque me fazes sorrir. Afinal, é isso o amor.
Não, não podia haver medos. Na humana perfeição daquele momento não podia haver lugar para medos. Talvez puxada pelo teu olhar, pelo teu sorriso, pelo meu sorriso consequente do teu, deslizei a mão trémula sobre a mesa. Tropeçou num copo que quase entornou, num cinzeiro quase cheio. Parou a meio da mesa. Aguardando a tua mão que tardou. Mas chegou. Então a cumplicidade, a intimidade foram uma certeza. Sim, afinal é isto o amor.
Voltei a sorrir, voltaste a sorrir. Olhei-te nos olhos. De mel. E assim ficámos sem serem necessárias as palavras que confirmassem os sentimentos. Porque sim, o amor existe.
Porque o amor somos nós.
Escrito a meias com o Pedro, entre cigarros, bolas de gelado, e café...
